segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Religioso


Era o imaginado,
o religioso.
As tradições incumbidas de preservar o dom da fé
ou de inventá-lo para ordenar
as cutiladas obliquas,
dos reveses:
a falta de comida
de educação...
As crenças que, para servir aos poderosos,
em nome do poder
Serviram-se
da doutrina da ignorância.
A igreja que sustenta a cruz,
mas não a salvação,
é senhora da mentira,
do culto desorientador 
Produtora de insensatez,
de estúpidos fiéis.
Seus seguidores
são estátuas pálidas de falso temor
Cuja alvisse, endossada, fielmente por quem manda
mantém escravos,
incontidos e rebeldes, mas escravos.
É uma ilusão que nunca determina a cura,
tampouco explica a doença.
Templo rico glorificador da pobreza.
Seus votos são de hipocrisia.
A sua incompreensão de D'us,
sempre feita de carne e o osso
de uma, ou mais, contradições inconciliáveis.
Tudo tão feliz...

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