sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Espaço Dentro

(Imagem vista em: converacoescomdmitri.blogspot.com)

Sem saber o que fazer
Não conseguindo aquietar
Não podendo agir...
Impossibilitada a vida
Amando apenas matéria
Nada de primas obras em verso
Nada perpétuo
Deixando cessar tu(do) em si
Não podendo olhar novamente
Sem que se liberte
Ou se aprisione de uma vez
E tudo faz crer...
Há de se libertar
Breve...
Alcançado o limite
Aquela mesma voz que edificava
Destruiu num instante
A bela imagem...
O lindo sonho
E prestes a sucumbir
Grita, clama, pede tempo...
Mas é tarde
Muito tarde...
A vida pune severamente
Por não a termos vivido
Por finda-la
 (In)compreendida
Sem preencher de nós
Seus vagos cantos
E por deixar vagar
Seus espaços dentro

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