quarta-feira, 1 de abril de 2015

(Re)torno

(Paul Klee - O início de um sorriso)


É seu
o absolutamente nada
em definitivo
te pertence só a mísera voz:

Das conversas 
durante jantares
onde se esboçam
futilidades
defesas e acusações
onde se coloca nos pratos
além da comida
todas as merdas produzidas no dia

A qual só expressa 
uma versão
racismos
preconceitos
temores
crenças (comem) verdades

A qual expõe injustificáveis justificativas
nada plausível
acusadora de traições
(a)cometidas de 
e somente pelos próprios "eus"
narcísica
tomada de si para si
propícia a juízos inadequados
A qual se cala
finge silêncio
Se a quer é sua
Não sendo quem sofre
se há vítima
dela é carrasca

Em busca de absolvição?
obviamente não...


2 comentários:

  1. Que colocação boa a sua com relação a minha última postagem. Afora o elogio, vc foi certeira. Na verdade foi um desabafo por estar perto de alguém incapaz (confessadamente) de sentir empatia, incapaz de sentir ou se colocar no lugar do outro e com isso achou q era possível treinar. Enfim, espero que siga um bom caminho, de verdade. O que podia ser feito, foi, o resto é com ele. Bjo querida e obrigada pela visita. Vou curtir seu espaço agora. :)

    ResponderExcluir
  2. Brilhante e profundo desabafo. Ninguém consegue impedir que a poesia exploda em beleza, mesmo servindo a tão belo desabafo. Parabéns!

    ResponderExcluir