terça-feira, 14 de abril de 2015

Pontos Reticentes

(Imagem vista em: venusemaries.blogspot.com) 

Não quero companheiros de viagem.
Sejam eles reais, virtuais ou imaginários...
Quando posso escolher viajo sozinha.
Sigo os meus caminhos observando os que vão sós também.
Ainda que, às vezes, não saibam disso, ou não possam admiti-lo!
Não quero o convívio com seres superficiais e dissimulados.
De seres que seguem sem questionar os padrões.
Dessa gente facilmente satisfeita!
Contida em quatro cantos
Obvio, existem àqueles com os quais eu me engano!
Não me interessam covardes, hipócritas, crédulos...
A menos que sejam ímpares,
Que não sejam meras repetições de modelos gastos
As cópias não despertam nada em mim
Nem revolta, nem curiosidade, nem mesmo, desprezo...
Nada nelas merece o tempo do meu ócio.
Eu quero a companhia dos que se comprometem...
Dos que se envolvem intimamente...
Dos apavorados que enfrentam os seus medos...
De homens e mulheres honestos consigo mesmo
E com os outros...
Dos que não se vedem.
E daqueles que não querem comprar ninguém.
Principalmente, com moedas de prata.
Eu quero perto os que são capazes da lealdade canina.
Os que defendem o coletivo com a mesma ferocidade dos lobos.
Eu quero franqueza, dar e receber...
Eu quero fraqueza, que ser forte o tempo todo exaure...
Eu quero ousadia e não libertinagem.
Eu quero os que buscam a verdade.
Mas, os conscientes...
De que não somos capazes de totalidade alguma.
Quero os que querem o bem.
Porém, somente aqueles que para tanto não fazem o mal aos outros.
Eu quero os convictos, mas não os irredutíveis.
Quero os esperançosos, não os conformados.
Quero os vivos, não os que existem.
Quero os que amam, para ter a quem amar...
Não me ofereçam doutrinas, dogmas ou ilusões.
Não quero os que me impõem seus pontos de vista
Que, em mim, pontos são reticências...
Quero as experiências alheias,
Como referência, não como destino.


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