segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXXXIII

Meu gênero
É correspondência
Que me identifica
Mas ser mulher não me finda


Trinta e Um de Agosto

domingo, 30 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXXXII

O que agora te escapa
É como a matéria dos vulcões Ativos
Em estado bruto
Magma é só o que te compõe


Trinta de Agosto

sábado, 29 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXXXI

Despeça-se dos adornos
Que te escondem
Eliminando tua beleza
Falseando tuas verdadeiras faces


Vinte e Nove de Agosto

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXXX

Saí da tua natureza
Transformada
Comprimida
Partícula a partícula
Conduzo-me ora em diante
Como se pedra preciosa fosse


Vinte e Oito de Agosto

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXXIX

Somos o encadeamento (in)perfeito
Dos papeis
Não meros
Nem opacos
Que ocupamos nesse enredo


Vinte e Sete de Agosto

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXXVIII

Vida
Simples molde
Para infinitas repetições 
De muitos nós


Vinte e Seis de Agosto

terça-feira, 25 de agosto de 2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

domingo, 23 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXXV

O que é essencial
Mostrar ao sol
Sua consciência
Ou seu rogar?


Vinte e Três de Agosto

sábado, 22 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXXIV

Exijo como direito
Que não passe
Detenha-te
Não vá
Permaneça
Para além deste medo
Sejamos simples
Mas não insuficientes
Vinte e Dois de Agosto


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXXIII

O profundamente oposto
Não é inviável
Tampouco o inegavelmente igual
Amar não pode ser inapropriado

Vinte e Um de Agosto

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXXII

Meus passos me levaram
Para teus caminhos
Onde tua presença ausente
É luz branda a encantar a minha dor


Vinte de Agosto

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXX

A fome não era só de pão
E não era somente a fome
Que matava o sertão


Dezoito de Agosto

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXIX

Nos dois lados 
A dor crescia
E de si
Tão friamente
O amor se desfazia


Dezessete de Agosto

domingo, 16 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXVIII

Sou pronome
Seguido por teu verbo
E por teu artigo indefinido
Por cada uma das suas
(In)Possibilidades
Dezesseis de Agosto



sábado, 15 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXVII

Dou os passos necessários
Para esse lugar estranho,
Perigoso...
Mas como um círculo
Estou sempre à mesma distância
Do meu centro

Quinze de Agosto

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXVI

É como uma flor
Que se abre de manhã
E se fecha à noite
Como a divisão do verso
Ora uma sílaba tônica
Ora átona...
Em todo o caso palavras
A coonestar permanentemente
Espiralmente em nós

Quatorze de Agosto

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXV

É a claridade
Abundante
O frio intenso
O depois do verbo
A primavera
Contrariada pelo sol
A reguladora do meu tempo

Treze de Agosto

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Partes Mínimas CIV

Tua presença me ilumina
Em ti sano minha loucura
Minha razão
Encontro um lugar
Um pouco de paz
Ainda que incerta

Doze de Agosto

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXIII

Não sou marcante
Não possuo
Atrativos extraordinários
Não sou sensual
A inteligência
Não é acima da média
Minhas palavras
Tem mais sentimentos
Que meu corpo e alma
Onze de Agosto

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Partes Mínimas CXII

O que sou
Está estampado em meus olhos
Eu gosto dessa nudez...
Ela expõe, inclusive
O que é desconhecido
Para mim
Enquanto
Outras órbitas me desvelam
Acidentalmente ou não...
O olhar
Revela-me um eu novo
A cada instante

Dez de Agosto

domingo, 9 de agosto de 2015

Lacuna Incurável

Seria hoje seu dia...
Se você existisse além das nossas lembranças
Se você fosse bom
Forte... Invencível
Enfim perfeito
Tanto quanto nossa inocência infantil confiava ser
Não pôde nos ensinar mais que algumas letras
Por isso nossa versão do mundo e das pessoas
Nossas histórias
Sofrem de lacuna incurável
Pouco permaneceu conosco
Não foi o porta-voz de D’us junto a nós
Faltou tempo para que fosse nosso exemplo de homem
Talvez eu deva à tua falta o meu dedo podre
Não permitiram que fosse o conselheiro...
Ao qual recorreríamos nos momentos de dúvida
O protetor nas horas de desespero
Não estava presente para nos orientar
Nas decisões importantes
Nas escolhas difíceis
Tampouco para nos encorajar nos momentos de medo
Porém tua ausência incentivou a covardia de muitos
Contra nós... Que te perdemos...
Não se fingiu de morto
Tua vida foi arrancada
Por dinheiro... Sem punição
Mas nunca nos ausentamos de ti
Apesar de não ter ressuscitado ao terceiro dia
Sempre lhe teremos amor
Mesmo você não sendo um filho santo
Nem tendo podido escapar da morte e seu encanto
Pai

Partes Mínimas CXI

Para que serve
Vida social
Se a sociedade está podre?
Para putrefarmos juntos?

Nove de Agosto

sábado, 8 de agosto de 2015

Partes Mínimas CX

O capitalismo
Vai durar
O suficiente
Para (quase)
Destruir
A humanidade dos seres

Oito de Agosto

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Partes Mínimas CIX

Difícil ouvir a voz de D’us
Enquanto se busca outras riquezas
Porque "os bens" gritam
Ele parece usar o silêncio
Para comunicar

Sete de Agosto

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Partes Mínimas CVIII

Recolher dias perdidos
Movimento sem razão
O que se deixou agora
Depois não mais será

Seis de Agosto

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Partes Mínimas CVI

De onde me virá
Que oriente te guia
Qual voz a te acalmar
Tanto me exaspera?

Quatro de Agosto

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

sábado, 1 de agosto de 2015

Partes Mínimas CIII

O que procuro?
Feitiço?
Batom ou camisa?
Qual é o meu bem?
Eu sei...
Graça não poder falar
Tanto pior não ser permitido de ti 
Tomar e me embeber

Primeiro de Agosto